18 de dezembro de 2014

Caçadores de Novidades



















Qualquer pessoa têm sua atenção sua importância e eloquência no primeiro momento. Um esbarrão ou uma pergunta simples é suficiente, qualquer assunto se torna importante para manter aquele instante, onde um estranho passa a ser mais importante que, o familiar.
No meio da rua, no ônibus, na esquina, sozinhos ou não. Nenhuma situação impede que, novas conexões sejam feitas. A despretensão de fazê-las deixam o sabor de acaso, mas a sede em manter novas conexões a todo custo, revela uma necessidade vital. 
Essa ânsia por novidade, só sacia o caçador, que desconhece parceria e profundidade na matilha, como um lobo que se distancia, ao avistar uma presa nova. Não cabem terceiros. É entre eles e a nova presa. Essa fome é por sabores e temperos.  Não é fome do que alimenta e sacia.  Quantos sabores existem? Quantos temperos? 
- Inúmeros. 
Por isso, estão sempre, com fome.  
Infinitamente, seguem pelo acaso das esquinas. Diariamente babando.
Ás vezes conseguem companhia, mas sozinhos na alma. Estão, sempre. Caminham em busca do novo. Nem a melhor das companhias, sacia. O que sacia é o movimento, é a caça, é o jogo. Difícil é acompanhar um lobo, não sendo lobo. Suas companhias são infelizes, porque perdem sua validade, para qualquer novo estranho. Um papo sem importância vale mais que a atenção de quem, já não precisa de papo furado para querer permanecer, pois já desceu pro âmago da presença, valendo-se apenas, da consideração, que passa frequentemente, quando uma nova presa avistada, chega. 
Então, recebem deles apenas, o superficial. Chateiam-se ao os observar, despendendo forças descomunais, às novidades. Por sua vez se cansam, e desejam ser presas. Porque um dia, foram. Mas agora, não servem mais. Seu tempero já é conhecido. 
Bem aventurados aqueles que aprofundam e se saciam nos relacionamentos que tem, pois estes jamais serão chamados e conhecidos por, caçadores de novidades. 
Estes, não acabarão sozinhos e com fome. O angu, arroz e feijão de sempre, lhe são como um baquete. E eles, sentem fome do que tem. Não do que poderiam ter.

Amém.




Si Caetano - Belo Horizonte em Um dia qualquer de observações.

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