7 de abril de 2016

Abortado



Era um sentimento proibido, 
não pela impossibilidade 
mas pela circunstância.
Não era a distância,
não era o tempo cronológico 
Era o relógio da vida
desajustando os fatos
para consumar o fracasso.

Capricho, cisma, pele, olfato? 
não importa, deu o nome de amor.

Então, por ser assim: fruto do inesperado
foi abortado e jaz no solo da memória.
Nessa, ele não morrerá nunca
- está prestes a ressuscitar. 

Autora: Si Caetano 
Belo Horizonte, 07/04/2016

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