20 de abril de 2016

quarta-feira, abril 20, 2016

FLORESC(EU)




Finalmente, eu cresci.

Não consigo me reconhecer

nas antigas tolices
que me prendiam ao berço da vida,
o que me faz ninar a mente,
já está no chão
o que me deixa de pé
são os tombos
que ensinaram a levantar.


Finalmente, eu sai do deserto

não sei por quanto tempo

nem sei se estou no rumo certo

não importa, o caminho me faz

estou mais alerta.


Finalmente, eu respiro

o ar da minha identidade

meu RG bate com a foto

que faço de mim mesma

olho no espelho e me vejo

somos amigas - passado e presente.

cortei as daninhas e cultivei

outras sementes

sou fruto dessa colheita

eu por mim mesma

com as podas de mim


Finalmente, esvaziei a mala

aquela cheia de entulho

restos de sentimentos da alma

da paranoia delirante de

viver todos os dias no

mesmo lugar, na mente.


Finalmente, eu sei

sou eu mesma,

sempre fui,

eu não sabia

que cada nuance

era parte integrante

do que eu sou agora

e sempre foi - um leque

de mim.


eu assumo a autoria

Aceite quem puder

quem não puder

não sei... só sei que

nunca mais vou

negar a alegria

de ser quem eu sou

de viver o que eu vivi

de me contentar com

o que ficou.

Eu fiquei, inteira

DESABROCHOU.


7 de abril de 2016

quinta-feira, abril 07, 2016

Abortado



Era um sentimento proibido, 
não pela impossibilidade 
mas pela circunstância.
Não era a distância,
não era o tempo cronológico 
Era o relógio da vida
desajustando os fatos
para consumar o fracasso.

Capricho, cisma, pele, olfato? 
não importa, deu o nome de amor.

Então, por ser assim: fruto do inesperado
foi abortado e jaz no solo da memória.
Nessa, ele não morrerá nunca
- está prestes a ressuscitar. 

Autora: Si Caetano 
Belo Horizonte, 07/04/2016

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