13 de setembro de 2016

Só sexo




Almas desnudas, na carne viva do desejo, das expectativas, com um mundo inteiro a ser transpassado por outro universo que nessa lógica tenta negar o impacto. Como descobrir um novo planeta em colapso e não sentir nada além disso? Quem souber essa resposta pode jogar na loteria. 

Vamos contando com os desencontros até perder a soma, parece que queremos mesmo é dividir: alguns a alma, outros a razão, a cama, o corpo, talvez o café, talvez tudo. Às vezes nada. Mas ninguém pode negar, estamos presos à lógica dos múltiplos prazeres e quando se trata de gozo, não se costuma pensar com a matemática do pós ressaca moral, e não apenas isso, parece que não se fazem mais humanos como antigamente. Ainda bem. 

Nessa dimensão nunca fechamos a conta, quando se tem o X o valor de Y é indecifrável, quando se acha os dois a conta zera, mas não era a resposta certa do problema inicial. Mas existem outras saídas, e vias de regra elas estão nas entradas erógenas dos corpos que embora se desejem com intimidade são meros desconhecidos íntimos. Só sexo é sexo só?

Mas responder a isso pode ser tão ruim quanto aquilo que a moral nos ensinou. Mas quem quer aprender a engolir a realidade? Ninguém pensa ao trocar suas secreções, aliás até pensa, mas não deveria. Falta achar o denominador comum, está sobrando radical. 

De que falsas perguntas partem as nossas verdadeiras respostas? Estamos vazios de curiosidade, então para que mais perguntas? Talvez não queiramos mais perguntar por medo de ter que responder. 

Eu sempre acho que a resposta na verdade, nunca foi só, mas no dia seguinte podemos deixar ser.  Depende da questão inicial, mas sobretudo, depende da companhia. 


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